Atividades extracurriculares: entre o estímulo e a sobrecarga

Se você parar para pensar na sua infância, do que você lembra? Das brincadeiras, do tempo livre, dos amigos... Era bom demais não ter preocupação alguma, não era?! Será que, quando for adulto, seu filho terá as mesmas lembranças que você? Hoje, muito pais, mesmo com filhos muito pequenos, já estão preocupados com a carreira deles e acabam sobrecarregando as crianças com atividades extracurriculares.

Ou, na tentativa de cuidar da saúde deles, acabam exagerando também na quantidade de exercícios físicos. Antes que essa ideia passe pela sua cabeça, essas atividades não são vilãs. Pelo contrário, os cursos de línguas, por exemplo, estimulam o raciocínio e o desenvolvimento cultural e pedagógico das crianças e adolescentes.

E os esportes, além de serem fundamentais para o bem-estar e a saúde, são importantes para a coordenação motora e o aprendizado de noções de convívio e relacionamento social.

Esta matéria da revista Educar para Crescer mostra mais motivos por quê as atividades extracurriculares são importantes. É na infância que as crianças estão em constante transformação e desenvolvimento, são autênticas e não têm medo de errar, o que facilita o aprendizado. Elas precisam de tempo e oportunidade para fazer as próprias descobertas, que muitas vezes acontecem quando elas estão brincando.

Atividades extracurriculares

Mas com uma agenda lotada, será que as crianças podem usufruir desses momentos sem tanta pressão? Se você já questiona isso ou seu filho já demonstra alguns sinais da exaustão por exagero de atividades, como sono constante, cansaço, irritabilidade e até agressividade sem um motivo aparente, chegou a hora de parar para pensar. Aqui, como em todas as situações da vida, é preciso haver equilíbrio nas escolhas.

Como destacou a presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, Quézia Bombonatto, em matéria no site Vila Filhos, muitos pais têm a falsa impressão de que ocupar o filho com atividades compensa a ausência deles e também que, com os filhos em atividades, podem controlar melhor a situação. Outro alerta é para os pais que esperam que os filhos sejam como eles e tenham as mesmas preferências ou aqueles pais que projetam suas próprias frustrações na criança.

Ou seja, se você sempre quis ser um grande nadador e não conseguiu, não crie expectativas em você e no seu filho para se realizar por meio dele. E como encontrar o equilíbrio na hora de escolher as atividades? Fizemos uma listinha com quatro pontos importantíssimos a se considerar. E a Paulinha do blog Mãe Moderna escreveu um post ótimo que vai ajudar nessa tarefa, vale a pena ler!
  1. Considere as aptidões do seu filho. Observe as brincadeiras dele, isso vai te dar algumas pistas.
  2. Será que ele está preparado física e mentalmente para fazer determinada atividade? Antes de matriculá-lo, informe-se com especialistas sobre o curso ou esporte.
  3. Converse com a criança sobre a sua ideia de fazer a atividade e se ela não conhece, leve-a para participar de uma aula. Isso vai prepará-la e ainda facilitar a adaptação.
  4. Respeite a opinião do seu filho sobre o que ele quer fazer, mas isso, claro, se a escolha for saudável para ele. Se você quer matricular sua filha no balé, mas ela prefere o jazz, por que não? Aceitando a ideia dela, provavelmente, ela estará mais motivada e vai aproveitar melhor a atividade.
Ah! E se você está mesmo preocupado em como vai conseguir bancar esses cursos, neste vídeo com matéria do Jornal Hoje, um especialista em finanças dá as dicas. Quantas e quais atividades extracurriculares seus filhos estão fazendo atualmente?

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