Be-a-bá: Como seu filho aprende a falar – PARTE 1

Você já reparou como crianças que estão começando a falar cometem, de modo geral, os mesmos equívocos? Por que será que enquanto as crianças aprendem a falar passam por uma fase em que cometem erros que identificamos como infantis? Bem, em busca dessas respostas, o blog Omo foi estudar um assunto que vai interessar muitas mães: a aquisição da linguagem infantil, isto é, o processo de aprendizagem da língua materna (em nosso caso o português) em crianças.

Primeiro, é preciso entender que a aquisição da linguagem faz parte do processo de crescimento infantil e não acontece de uma hora para outra. Da mesma maneira que a criança e seu cérebro não se desenvolvem de repente. É necessário aprender a discernir um problema real de aprendizagem, de equívocos comuns e inerentes a crianças em fase de aprendizado.

Na prática funciona assim: as crianças aprendem por meio de repetições e generalizações. E isso não pode ser considerado um erro. Pelo contrário, só mostra como a criança está desenvolvendo seu raciocínio, empregando os exemplos já conhecidos em novos casos. Confira! Síndrome de Cebolinharn.

É comum as crianças trocarem o R pelo L ou não pronunciarem o R (prato é falado plato ou pato). E isso é supercomprensível, pois a articulação dos sons depende do posicionamento da língua na boca;“Eu fazi, mãe.”rnA criança percebe que os verbos regulares (de 2ª conjugação) no passado terminam com i (beber (presente) e bebi (passado); comer (presente) e comi (passado)). Assim, ela tenta utilizar a regra para verbos irregulares (como em “fazer”), dizendo fazi, em vez de fiz.

Claro que ela desconhece o que é um verbo, gramaticalmente falando, mas percebe um padrão e generaliza a regra. “O formigo é marido da formiga.”rnA criança aprende que a indica feminino e que o indica masculino. O que ela faz é levar isso ao pé da letra e não pensar nas exceções. Então, formiga é o oposto de formigo, elefanto e elefanta, abelha e abelho e assim por diante. “Eu vou-vou-vou na ca-ca-ca-casa.”rnPor vezes, a criança fica ansiosa e não consegue pronunciar as palavras no ritmo em que pensa. “É é é é que que eu vou vou vou na ca ca ca casa da minha vó”.

De acordo com a coordenadora de ensino infantil e fundamental I do Colégio Sidarta, Telma Scott, é preciso não demonstrar pressa e nem completar a frase: “Peça para que a criança respire e fale devagar, explique que você vai escutá-la até que fale tudo o que deseja”. “Até os 4 ou 5 anos, é comum a criança cometer os erros listados acima. Agora, se o problema persistir, o ideal é consultar um fonoaudiólogo para uma avaliação”, completa a especialista. Quer dicas para auxiliar a aquisição da linguagem do seu filho? Confira amanhã a 2ª parte deste post.

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