Coisa de criança: Brincadeiras de ontem e de hoje

Vem chegando o dia das crianças e não tem jeito... fico sempre pensando na comemoração e em como o que é “coisa de criança” mudou. Acho que o tipo de dia das crianças que a gente vai conseguir ter depende muito de onde a gente mora... nas cidades grandes, como disse a Suely, a violência dificulta brincar na rua. Já a Margarida vive no exterior, e lá “brincadeiras na rua continuam possíveis. Crianças desenham com giz, andam de bicicleta, fazem piquenique, vão a parquinhos, pulam corda, sobem em árvore. Tudo isso, desacompanhadas dos pais! É seguro o bastante.” Acredito que ainda existam algumas cidades e lugares aqui no Brasil mesmo em que isso ainda é possível.

Vocês conhecem? No dia a dia das crianças, a infância deles não é melhor ou pior que a nossa. É simplesmente diferente. Adorei a Suely, pois ela falou de equilíbrio: “aqui em casa os brinquedos eletrônicos (vídeo-game, computador) só podem ser usados com moderação. Incentivo as brincadeiras de jogos de tabuleiros, peteca, boneca e outros tipos de jogos. Levo-as aos carnavais de rua e também a pegar doce no dia de Cosme e Damião.”

A Suely também chamou a atenção para como na nossa infância corríamos muito mais riscos. Como ela, eu também me considero uma “sobrevivente da infância”: vivia com joelho ralado e acho que correr esses riscos foi importante para aprender meus limites. Mas não dá pra exagerar... é um ótimo exemplo o caso que a Margarida contou sobre o filho de uma amiga, que “está sempre ‘procurando’: travessuras exageradas, extrapolar limites, provocar a mãe e outras crianças...”.

Para mim, o ponto mais delicado é encontrar um jeito de permitir que tenham liberdade para suas descobertas lúdicas, mas não para simplesmente fazer qualquer coisa... E esse tal de equilíbrio não é fácil: entre limite e liberdade, entre brincadeiras de ontem e de hoje... Como vocês fazem para buscá-lo?

É uma preocupação no dia das crianças? E para inspirar vocês a terem um ótimo dia das crianças, muito feliz, fica um pedaço do depoimento que a Marli deu lá na comunidade Educando nossos filhos, que foi tão generosa abrindo espaço para a gente conversar sobre esse assunto com as mamães de lá e que aparecem aqui no nosso post.

Obrigada a todas vocês! “Minha irmã e eu tínhamos um grupo de amigos no bairro, então pra nós o bairro era o nosso quintal. Brincávamos nos terrenos vazios, nas ruas, de esconde-esconde, pega-pega, bicicleta e corríamos as duas ruas paralelas o dia todo. Éramos muito livres e não havia violência e nem medo. Outra coisa de que brincávamos era de escorregar na rampa da casa de uma amiga. Acredite!

Ligávamos uma mangueira e escorregávamos na água. Olha que perigo! E chegávamos em casa sujas e molhadas! Nem imagino minhas filhas fazendo isso, brincando com tanta liberdade! Hoje elas brincam tão e somente em casa, e no parquinho do condomínio.

Na casa das avós, no sítio, elas têm mais liberdade. Mas isso só a cada 15 dias ou mais, pois no dia a dia aqui em casa é só brincadeiras com as bonecas. Usam moderadamente o computador, coisa que não tínhamos na nossa época. E elas curtem muito brincadeiras no quintalzinho que temos, com uma pia para lavar louça de brincadeira. Curtem livros, coisa que também não tínhamos.

E muito DVD. Amam!” Você se identificou com algum dos depoimentos aqui? Como é a infância dos seus filhos? Para começar a comemorar o dia das crianças, podemos lançar um desafio para nós, mães: com tudo o que a infância de hoje é diferente, como podemos proporcionar atividades e brincadeiras que potencializam o desenvolvimento dos pequenos?

Dicas de limpeza para todas as necessidades da casa. Se você está combatendo as manchas, clique aqui e descubra como limpar quase tudo!